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Ultradireita e esquerda se enfrentarão em segundo turno da eleição presidencial da Colômbia


Em uma campanha marcada pela polarização e pela violência, os colombianos foram às urnas neste domingo, 31, no primeiro turno da eleição presidencial.  Com 98% das urnas apuradas, o advogado de ultradireita Abelardo de la Espriella, que ficou na frente com 43,74% dos votos, enfrentará o senador de esquerda Ivan Cepeda (40,90%), apoiado pelo presidente Gustavo Petro, no segundo turno, em 21 de junho.

Cepeda, filho de um político comunista assassinado por agentes do Estado e paramilitares, votou em um bairro popular de Bogotá onde cresceu antes de se exilar na antiga Tchecoslováquia, Bulgária e Cuba.

“Vamos celebrar o segundo governo progressista na Colômbia”, afirmou o filósofo e defensor dos direitos humanos.

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No polo oposto está Abelardo de la Espriella. O advogado criminalista de 47 anos, que até pouco tempo vivia entre Miami e a Itália, abandonou a vida de empresário neófito para encarnar “El Tigre”, um personagem que sacudiu o tabuleiro eleitoral ao capitalizar a baixa popularidade do presidente esquerdista Gustavo Petro e o avanço da criminalidade no país.

Apesar de não possuir estrutura partidária tradicional, De la Espriella cresceu alimentando o sentimento de “antipetrismo” nas redes sociais. Enquanto Iván Cepeda, o candidato de Petro, lidera com cerca de 35% a 37%, “El Tigre” disputa voto a voto a vaga no segundo turno com Paloma Valencia, herdeira do ex-presidente Álvaro Uribe, ambos orbitando os 20% das intenções de voto. A diferença fundamental entre eles reside no estilo de atuação: enquanto Valencia representa a direita institucional e o poder organizacional do uribismo clássico, o “tigre” personifica uma extrema direita populista e midiática

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Inspirado por líderes da direita radical que triunfaram recentemente na América Latina, ele apresenta um plano de governo que mistura o enxugamento estatal do argentino Javier Milei com a “guerra” às gangues narcotraficantes do salvadorenho Nayib Bukele. Pinta-se ainda como um outsider que luta contra a velha elite política (e corrupta, diz), de maneira muito semelhante aos dois colegas de matiz ideológico.

Confira os pilares do programa que ele denomina como “treze milagres para salvar o país”.



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