O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL, definirá com o ex-presidente Jair Bolsonaro o nome do partido para substituir o ex-governador Cláudio Castro na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família. A expectativa é que o senador converse com o pai ainda neste fim de semana.
Estão cotados para ficar com a vaga na chapa de Flávio pela direção estadual do PL os deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do senador Carlos Portinho, que, embora esteja no cargo, perdeu espaço na disputa à reeleição quando Castro anunciou que concorreria a uma vaga da Casa Alta.
A avaliação, neste momento, é que Carlos Jordy pode ser um ativo para Flávio Bolsonaro junto aos grupos do chamado bolsonarismo raiz, cujo apoio o senador vem buscando para sobreviver à crise causada pelos contatos com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Outro ponto citado como favorável ao deputado é o fato de ele ser autor de um pedido de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar a fraude financeira bilionária.
Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, tem como ativo, segundo uma ala do PL, a entrada no eleitorado evangélico e, sobretudo, o fato de ser um quadro do partido que demonstrou lealdade. A atuação dele na liderança também é elogiada pela cúpula do PL.
A desistência de Castro também abriu espaço para o senador Carlos Portinho buscar a reeleição. Ele chegou ao cargo após o senador Arolde de Oliveira, de quem era primeiro suplente, morrer em 2020. No mandato, o parlamentar ocupou cargos de liderança no Senado, mas a dúvida no PL é sobre a capacidade de votos de Portinho.
Em nota divulgada, o senador disse que Flávio e Bolsonaro tomarão a “melhor decisão”.
“Com a desistência de Claudio Castro da vaga ao Senado Federal nestas eleições, a direita estará muito bem representada, seja por mim, Carlos Jordy ou Sóstenes Cavalcante. Cada qual com as suas qualidades, mas certamente todos unidos por um único propósito: eleger Flávio Bolsonaro presidente”, afirmou.
Alvo de dois mandados de busca e apreensão da PF (Polícia Federal) em onze dias, o ex-governador Cláudio Castro comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a desistência da candidatura nesta quinta-feira (28).
Investigado por favorecimento ao grupo Refit em um esquema de fraude no setor de combustíveis e também por ligação com Vorcaro, o ex-governador vinha sendo cobrado a deixar a disputa para blindar a candidatura de Flávio no seu reduto eleitoral.

