Já Dayany foi atingida com a cassação do suplente Hugo Freire (União-CE). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu anular os votos do deputado por irregularidades em gastos da campanha de 2022. O então candidato não comprovou os gastos de R$ 618 mil e a Justiça também considerou desproporcionais o pagamento de R$ 1 milhão para honorários advocatícios com dinheiro do fundo eleitoral.
Apesar de partidos diferentes, os deputados perdem o mandato com o novo cálculo do quociente eleitoral. A contagem considera a quantidade de cadeiras de cada estado e a proporção de votos dos candidatos em relação à votação total dada a partidos e federações partidárias.
Depois dessa conta, ocorre o que é chamado de sobra eleitoral. No caso de Alagoas, como mostrou o colunista do UOL Carlos Madeiros, quatro vagas foram destinadas às sobras do quociente eleitoral. Com as cassações, o TSE retira os votos dos deputados cassados e faz um novo cálculo, o que impacta em possíveis mudanças de cadeiras, como foi o caso de Paulão e Dayany.
Deputados afetados chamam processo de “perseguição política” e “injusto”. O PT Alagoas diz que vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para que a decisão seja revista. “Dói, porque não fui acusada de nada, não cometi nenhum erro, não estou inelegível. Dói, porque fiz um mandato limpo, produtivo e dedicado ao Ceará”, disse Dayane, em vídeo publicado nas redes sociais.

Quem assume
Priscila é aliada de Michelle Bolsonaro (PL). Ela foi pivô da briga que se tornou pública entre a ex-primeira-dama e seu enteado, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O nome dela é defendido por Michelle para o Senado no estado.

