Uma vez que houve o pedido de vista, Edson Fachin proclamou o resultado dizendo qual era o placar naquele momento e deixando a validade da liminar dada pelo Cristiano Zanin até o final da análise do caso. Se houver uma liminar em contrário, sinceramente estaremos no campo do imponderável, inclusive para as relações internas que já não andam bem no STF. Daniela Lima, colunista do UOL
Daniela ressaltou que a indefinição sobre o modelo de eleição aprofunda a crise interna no STF e provoca insegurança sobre o futuro do governo estadual.
O caso foi parar nas mãos do Fux. Ou seja, uma grande confusão. Fux e Zanin têm decisões diferentes em relação a esse caso. Houve um pedido de vista do ministro Flávio Dino no Supremo quando a discussão estava se encaminhando. Já há quatro votos para a eleição indireta, mas sabemos que Zanin é o autor da tese da eleição direta.
Há uma tendência, pelas manifestações que foram dadas em plenário, de que ele seja seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Dino seria o quarto voto. Haveria um 4 a 4 difícil de resolver no STF.
Enquanto o negócio não está decidido, quem está na frente do governo é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro [Ricardo Couto], que não está fazendo feio. Ele já anunciou que todos os contratos do governo do Rio acima de R$ 1 milhão serão auditados. O que ele está fazendo é um pente fino daqueles, que deve estar deixando a base do Claudio Castro toda grudada no teto. Daniela Lima, colunista do UOL


