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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas, alertou nesta terça-feira, 2, que há 80% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño entre junho e agosto deste ano, com secas mais severas, chuvas intensas e ondas de calor podendo voltar a ganhar força nos próximos meses.
A agência da ONU prevê um “episódio ao menos moderado, e até forte”, do fenômeno climático que aquece as águas e afeta o clima pelo mundo, acrescentando que a probabilidade de que o episódio prossiga pelo menos até novembro “são próximas ou superam 90%”.
“Precisamos nos preparar para um possível evento El Niño forte, que exacerbará a seca e as chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor tanto em terra quanto no oceano”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
Para o período entre junho e agosto, a OMM também prevê um conjunto de condições que favorecem “um predomínio de temperaturas acima do normal em quase todas as regiões do planeta”, alertando para um risco adicional de estresse térmico, seca em algumas regiões e fenômenos extremos.
O alerta se dá após uma onda de calor inédita e precoce na Europa ocidental, que fez temperaturas baterem recordes para um mês de maio em Portugal e na França.
O que é o El Niño?
O El Niño ocorre quando ventos que empurram as correntes quentes para oeste enfraquecem ou mudam de rota, o que abre espaço para o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical central e oriental. Ele faz parte de um ciclo conhecido como Oscilação Sul do El Niño (ENSO), que alterna entre três fases: El Niño, La Niña e neutralidade.
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O fenômeno se instala a cada dois a sete anos, com duração de até doze meses. Seu pico costuma ser registrado entre o final de um ano e o início do seguinte, mas seus efeitos podem persistir por mais tempo e influenciar o clima em diversas regiões do planeta.
O último episódio de El Niño aconteceu em 2023 e 2024, anos que se tornaram os dois mais quentes já registrados.

