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Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda para debater situação no Líbano


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O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará uma reunião de emergência na tarde desta segunda-feira, 1º, sobre a intensificação da ofensiva de Israel contra o Líbano, após novas incursões e ataques israelenses contra regiões libanesas no final de semana, apesar da vigência de um cessar-fogo.

A reunião foi solicitada pela França, que descreveu as operações militares israelenses no Líbano como “extremamente preocupantes”. 

“Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque, embora reconheçamos o direito de Israel, tal como de todos os países, à legítima defesa, a defender-se contra os ataques do Hezbollah”, isso não “pode justificar a prolongação das operações militares israelenses no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, afirmou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, ao canal BFMTV.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também pediu o fim dos combates e disse que “nada justifica a grande escalada em andamento no sul do Líbano”.

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Raggai, por sua vez, disse ter conversado com seu homólogo francês, que “reafirmou a solidariedade de Paris com Beirute, seu compromisso com o pleno respeito à sua soberania e seu apoio às negociações diretas como o único caminho para uma solução duradoura”.

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Na mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou as contínuas “agressões de Israel contra o Líbano e a expansão do alcance da incursão terrestre do exército de ocupação no sul do país, bem como os ataques contra civis, considerando-as uma escalada perigosa, uma violação flagrante da soberania da República Libanesa e uma clara transgressão das normas do direito internacional humanitário”.

A reunião do Conselho de Segurança deve acontecer logo após outro encontro emergencial sobre um drone russo ter atingido um prédio residencial na Romênia na semana passada, deixando duas pessoas feridas. 

Ocupação da fortaleza

No domingo, o Exército israelense anunciou a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do território libanês, que terminaram em 2000.

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Em comunicado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “a tomada de Beaufort é uma etapa espetacular e um ponto de inflexão decisivo. Israel também ordenou à população que deixasse uma ampla área no sul do país, entre sua fronteira e o rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros mais ao norte.

A ocupação ocorre pouco mais de duas semanas após Israel e Líbano estenderem um frágil cessar-fogo por mais 45 dias. Apesar da trégua, bombardeios israelenses são frequentes.

Pelos termos do cessar-fogo, Israel preservou o direito de agir contra ataques classificados como “planejados, iminentes ou em andamento”. O governo israelense acusa a milícia Hezbollah de descumprir o pacto repetidamente ao manter atividade militar próxima à fronteira. Do outro lado, autoridades libanesas afirmam que Tel Aviv tem usado a cláusula como justificativa para uma campanha previamente calculada.

Nesta segunda-feira, Netanyahu ordenou ataques contra “alvos terroristas” nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahieh. O premiê e o ministro da Defesa, Israel Katz, denunciaram “repetidas violações” do cessar-fogo pelo Hezbollah e “ataques contra nossas cidades e cidadãos”.



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