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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a construção de um ringue de luta do UFC (Ultimate Fighting Championship) no jardim da Casa Branca para comemorar os 250 anos da Independência dos EUA em 14 de junho, data que coincide com o aniversário de 80 anos do republicano.
Fotos de guindastes e outros equipamentos de construção no gramado da Casa Branca foram divulgadas nesta terça-feira, 26, mostrando o início da construção. Segundo Trump, fã de longa data da UFC, o projeto finalizado contará com “uma arena de 5.000 lugares do lado de fora da porta da frente da Casa Branca”.
“Teremos uma grande luta. Nunca mais acontecerá, nunca aconteceu”, disse o líder americano durante um ato no Salão Oval neste mês, ao lado de quatro dos lutadores que vão participar da luta.
O evento foi batizado de UFC Freedom 250, fazendo referência ao 250º aniversário da independência americana, e foi alvo de críticas, tanto por seu custo quanto pelo fato de ser realizado no gramado histórico da Casa Branca.
De acordo com Trump, não haverá investimento público e os quase 52 milhões de euros (cerca de 307 milhões de reais) que devem ser investidos no evento virão do UFC. Para Dana White, presidente da UFC e amigo próximo de Trump, este é um “investimento a longo prazo” em exposição mediática para o esporte e a UFC deve recuperar cerca de metade do valor investido em parcerias e patrocínios.
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Presidente mais velho
Trump chegará aos 80 anos em meio a especulações sobre o seu estado de saúde, impulsionados por três idas ao hospital em menos de um ano. Ao longo da campanha, o republicano constantemente se gabou do vigor físico e cognitivo em comparação ao ex-presidente Joe Biden, na época com 81 anos, que abandonou a corrida eleitoral por pressão de democratas após sucessivos episódios de confusão mental e tropeços enquanto cumpria agendas. Hoje, ele é o homem mais velho a ocupar o Salão Oval na história dos EUA — e agora críticas semelhantes às feitas a Biden se viram contra ele.
Para além das consultas recorrentes, Trump já apareceu em eventos diversos com hematomas nas mãos, chamando a atenção de usuários da internet. O barulho foi tamanho que a Casa Branca veio a público para justificar que a intensa rotina de apertos de mão do presidente é a principal causa dos machucados e sua pele ficou mais sensível devido ao uso diário de aspirina — o remédio possui ação antiagregante plaquetária, popularmente conhecido por “afinar o sangue”, o que previne eventos graves como infartos. Médicos independentes questionaram, porém, por que os hematomas aparecem na mão esquerda (ele é destro).
Ele também causou alvoroço nas redes sociais quando usuários perceberam que apresentava um inchaço incomum nos tornozelos. A Casa Branca disse em julho passado que Trump havia desenvolvido insuficiência venosa crônica, uma doença leve, mas crônica, relacionada à sua idade — rara admissão de um problema de saúde. Médicos independentes acharam estranho que não houve menção à condição no relatório médico divulgado em abril de 2025 e levantaram a possibilidade de outro diagnóstico, mais grave, de edema agudo (que pode levar a insuficiência cardíaca congestiva).

