Ler Resumo
Donald Trump se irritou com uma apresentadora da emissora CBS News, que em entrevista com o presidente dos Estados Unidos na noite de domingo 26 perguntou sobre o “manifesto” do atirador que abriu fogo em um evento para jornalistas da Casa Branca onde ele estava presente. O suspeito, Cole Tomas Allen, 31 anos, justificou o ataque com um texto de 1.100 palavras em que acusou o republicano de “pedófilo, estuprador e traidor”.
A entrevista ao programa 60 Minutes, carro chefe do canal americano, ficou tensa quando a jornalista Norah O’Donnell perguntou sobre o conteúdo da carta. Trump se exaltou, dizendo que havia lido o manifesto e “sabia que você leria isso, porque vocês são pessoas horríveis, horríveis”.
“Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Não sou um pedófilo. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado”, disparou o presidente. “Sabe, ele (o suspeito) é uma pessoa doente. Você não deveria estar lendo isso no 60 Minutes. Você é uma vergonha, deveria envergonhar-se de si mesma”, acrescentou.
President Trump SLAMS 60 Minutes: You’re horrible people. Horrible people.
I’m not a rapist. I didn’t rape anybody.
I’m not a pedophile. You read that crap from some sick person…
You should be ashamed of yourself reading that because I’m not any of those things.
You’re a… pic.twitter.com/vDOH3wr36N
— Donald J Trump Posts TruthSocial (@TruthTrumpPost) April 26, 2026
Na noite de sábado 25, o atirador natural da Califórnia invadiu o hotel Washington Hilton, onde ocorria o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, embora não tenha chegado ao salão de baile no subsolo, onde Trump estava no momento.
O incidente está sendo tratado pelas autoridades americanas como a terceira tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos — houve um ataque a tiros durante um comício eleitoral na Pensilvânia, em julho de 2024, e um homem foi encontrado de tocaia com um rifle no campo de golfe do líder republicano em setembro do mesmo ano, na Flórida.
Allen foi preso no hotel após ser imobilizado. De acordo com o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, o agressor, que estava armado com facas, uma espingarda e uma pistola, pareceu ter agido por motivação política e pretendia matar outros funcionários de alto escalão do governo, além de Trump.
O “manifesto” atribuído ao atirador incluía a frase: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.”

