O presidente Lula (PT) teve uma oscilação positva em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno. O petista marcou 47% ante 43% do opositor, segundo a nova pesquisa da Nexus, encomendada pelo banco BTG Pactual.
Os pré-candidatos, que apareciam empatados com 46% em março, abriram uma diferença de quatro pontos percentuais em maio, dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. Em abril, Lula havia ficado numericmante à frente, com 46% contra 45% do senador. Brancos, nulos e nenhum candidato oscilaram de 7% para 9% no período.
O levantamento BTG/Nexus ouviu 2.045 eleitores entre os dias 22 e 24 de maio. A pesquisa, que está registrada no TSE sob o número BR-04193/2026, foi feita pelo telefone.
Na simulação com Zema, o presidente melhorou seu desempenho ao longo da série histórica. Lula tinha 46% em março, caiu para 45% em abril e avançou para 49% em maio. Zema foi de 40% para 41% e depois recuou para 38%. Brancos, nulos e nenhum candidato variaram entre 11% e 12%, enquanto 2% não souberam responder nas três pesquisas.
Contra Caiado, o atual presidente oscilou de 46% para 45% até abril e voltou a 46% em maio. O ex-governador goiano tinha 41% nos dois primeiro meses e, agora, está em 40%. Brancos e nulos somaram 12% neste mês, mesmo desempenho de março. Em abril, haviam virado a 11%. Apenas 1% dos entrevistados não respondeu. O número era de 2% em abril e, novamente, 1% em março.
Primeiro turno
Considerando-se o primeiro turno, Lula manteve estabilidade, com 41% das intenções de voto nas três rodadas da pesquisa, de março a maio. Já Flávio oscilou negativamente ao longo da série histórica: tinha 38% em março, caiu para 36% em abril e chegou a 35% em maio.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) variou de 4% para 5% entre abril e maio, enquanto Romeu Zema (Novo) oscilou de 4% para 5% e depois recuou para 4%. Renan Santos (Missão) saiu de 2% em março para 4% em abril, mantendo o patamar em maio.
Os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato foram de 8% para 6%, e aqueles não souberam ou não quiseram responder somaram 2% em toda a série histórica.
Joaquim Barbosa (DC) seria a opção em primeiro turno para 3% dos eleitores em maio. O ex-ministro do STF substitui Aldo Rebelo no levantamento, então único pré-candidato do partido à presidência.
No gráfico que mostra a evolução nas intenções de voto, ambos foram contabilizados na categoria “outros”. Em março, esse grupo não pontuou, chegou a 1% em abril e, agora, está em 3%.
Em outro cenário testado, que inclui mais candidatos, o atual presidente e o senador tiveram oscilações dentro da margem de erro. Lula foi de 41% para 40% das intenções de voto, e Flávio passou de 36% para 35%, preservando a distância de cinco pontos para o petista. Caiado passou de 3% para 5%.
Romeu Zema e Renan Santos permaneceram estáveis, com 4% e 3%, respectivamente. Augusto Cury (Avante) foi de 2% para 1%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) manteve 1%. Brancos, nulos e nenhum candidato foram de 6% para 7%.
Decisão do voto
O levantamento também mediu a certeza da decisão do voto. A maioria (70%) afirma que já está certa do voto e não pretende mudar. Outros 28% dizem que podem mudar de candidato até outubro, e 1% não soube responder. A Nexus cruzou os dados sobre a certeza da escolha e as intenções de voto no cenário de primeiro turno mais completo, que inclui Daciolo e Cury.
Os eleitores de Lula são os mais convictos entre os candidatos testados. Segundo o levantamento, 81% dos que declaram voto no atual presidente afirmam já que estão decididos, enquanto 19% dizem que ainda podem alterar a escolha. Entre os apoiadores de Flávio, 71% consideram o voto consolidado, 27% admitem mudança, e 3% não souberam responder.
Entre os demais candidatos, Renan Santos aparece com 54% de eleitores decididos e 46% abertos a mudar o voto. Augusto Cury registra 49% de eleitores com decisão consolidada e 51% com possibilidade de mudança. Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm 39% de votos firmes, enquanto Joaquim Barbosa soma 37%, e Cabo Daciolo, 35%.
Desempenho do governo
A pesquisa mediu também como os eleitores avaliam a gestão de Lula. Os respondentes puderam escolher entre cinco opções: ótimo (15%), bom (22%), regular (22%), ruim (7%) e péssimo (33%).
A avaliação positiva (ótimo/bom) foi a 37% em maio, após marcar 35% em março e 33% em abril. A desaprovação (ruim/péssimo) ainda lidera, mas o índice recuou de 44% para 40% no período. Aqueles que avaliam o governo de maneira regular variou de 21% em março, a 23% em abril e fechou maio em 22%. Indecisos fixaram-se em 1% desde maço.
A desaprovação à gestão fechou em 48% em maio,indicando uma tendência de queda após marcar 51% em março e 49% em abril. No mesmo período, o índice de aprovação foi de 45% para 47%, reduzindo a distância para 1pp. Os indecisos oscilaram sucessivamente de 4% para 5% e, depois, 6% ao longo desses três meses.

