
A China enviou neste domingo, 24, três astronautas para sua estação espacial, sendo que um deles permanecerá por um ano, um recorde para missões do país. Nesse tempo, serão realizados estudos da fisiologia humana de longa duração no espaço com uma meta: conseguir um pouso tripulado na Lua até 2030.
A nave Shenzhou-23 foi lançada às 23h08 (12h08 no horário de Brasília), usando o foguete transportador Longa Marcha-2F Y23, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China. A informação é da Reuters. Entre os três astronautas chineses a bordo, está Li Jiaying, de 43 anos, ex-inspetora de polícia e primeira representante de Hong Kong a participar de uma missão espacial tripulada chinesa. Ela é especialista em carga útil e foi selecionada em 2022 para integrar a quarta turma de astronautas do país. Os outros integrantes da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, 39, e o piloto Zhang Yuanzhi, ambos da divisão de astronautas do Exército de Libertação Popular.
Um dos três será o escolhido, de acordo com o progresso da missão, para permanecer durante um ano na estação Tiangong (ou Palácio Celestial em português). Será uma das mais longas missões da história. O recorde é de um astronauta russo, que ficou no espaço por 14 meses e meio em 1995.
A China e os Estados Unidos travam hoje uma corrida em direção à Lua. Para os EUA, Pequim tem planos de colonizar e explorar o território e os recursos lunares. A China nega. Enquanto isso, a Nasa busca um pouso tripulado na Lua antes, em 2028, com a missão Artemis 4. Neste caso, a presença lunar seria um passo inicial para se alcançar Marte.
Numa viagem histórica ao redor da Lua, quatro astronautas da Nasa conseguiram, em abril, dentro da missão Artemis II, voar mais longe da Terra do qualquer outra pessoa antes. Foi a primeira missão lunar tripulada do mundo em meio século.

