InícioBrasilAGU reafirma ao STF posição contra Lei da Dosimetria

AGU reafirma ao STF posição contra Lei da Dosimetria


A AGU (Advocacia-Geral da União) reafirmou nesta sexta-feira (22), em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), posição contrária à chamada Lei da Dosimetria, norma que reduz penas e flexibiliza regras de execução penal para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

No parecer, o órgão argumenta que a lei apresenta vícios formais e materiais de inconstitucionalidade. Segundo a AGU, o Senado promoveu alterações substanciais no texto aprovado pela Câmara sem devolver o projeto para nova análise dos deputados, o que violaria o rito bicameral previsto na Constituição.

A manifestação também sustenta que a norma reduz de forma significativa a resposta penal para crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Para a AGU, o texto enfraquece a proteção constitucional da ordem democrática, considerada cláusula pétrea pelo STF.

A AGU já havia defendido anteriormente, em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a suspensão da Lei da Dosimetria. Na nova manifestação ao STF, o órgão reiterou o entendimento pela inconstitucionalidade do texto.

Lei da Dosimetria

A Lei da Dosimetria alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para flexibilizar regras de progressão de regime e remição de pena em condenações por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A norma foi vetada integralmente por Lula, mas o veto foi derrubado pelo Congresso. O texto acabou promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em 8 de maio.

A legislação é alvo de quatro ações no STF, movidas pelo PDT, pela federação PSOL-Rede, pela federação formada por PTPCdoB e PV, além da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Os autores alegam que a medida enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito, viola o princípio da individualização da pena e teria sido elaborada para beneficiar investigados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre 27 anos e 3 meses de prisão.

Moraes é relator das quatro ações. O ministro suspendeu os primeiros pedidos de aplicação da nova lei apresentados por defesas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, é necessário aguardar o julgamento das ações de inconstitucionalidade pelo plenário antes da aplicação das novas regras.



Source link

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais vistas

Comentarios