O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado, 23, uma imagem em que aparece “segurando” a Groenlândia, em mais um gesto público relacionado ao interesse americano sobre o território ártico controlado pela Dinamarca.
A montagem foi divulgada na rede Truth Social e mostra Trump em proporção gigante sobre montanhas da ilha, com pequenas casas ao fundo e a frase “Hello Greenland!” (“Olá, Groenlândia!”). A publicação não trouxe comentários adicionais.
O post ocorre em meio à retomada da pressão do governo americano para ampliar sua influência sobre a Groenlândia, considerada estratégica por Washington devido à localização no Ártico, à presença militar dos Estados Unidos e às reservas minerais da região.
Desde o retorno à Casa Branca, Trump voltou a defender publicamente maior controle americano sobre o território e afirmou que a ilha é importante para a segurança nacional dos EUA diante da crescente presença de Russia e China no Ártico.
A publicação também coincide com a visita oficial de Jeff Landry, enviado especial do governo Trump para a Groenlândia. Landry afirmou que os EUA pretendem “restaurar” e fortalecer sua presença militar na ilha.
Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a operar 17 instalações militares na Groenlândia. Atualmente, apenas a base de Pituffik permanece ativa sob controle americano, mas reportagens internacionais indicam que Washington avalia expandir sua estrutura militar na região.
As declarações de Trump e a ofensiva diplomática americana têm provocado reações de autoridades groenlandesas e dinamarquesas. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta semana que “o povo groenlandês não está à venda” e reiterou o direito de autodeterminação do território.
Nos últimos dias, manifestações foram registradas em Nuuk, capital da Groenlândia, durante a visita da delegação americana. Moradores exibiram cartazes em defesa da soberania local e criticaram a postura do governo dos EUA.
O interesse de Trump pela Groenlândia não é novo. Durante seu primeiro mandato, o republicano chegou a sugerir a compra da ilha pelos Estados Unidos, proposta rejeitada pelo governo dinamarquês.

