InícioMundoOs detalhes que impressionam dentro do porta-helicópteros da França visitado por VEJA

Os detalhes que impressionam dentro do porta-helicópteros da França visitado por VEJA


VEJA teve acesso nesta quinta-feira, 23, ao Dixmude, porta-helicópteros anfíbio da Marinha Nacional Francesa em passagem no Rio de Janeiro. Com 200 metros de comprimento e 12 andares, o navio faz parte da Missão Jeanne D’Arc, focada no treinamento de cadetes e na ampliação da parceria com outras forças navais. Enquanto permanece na cidade cartão-postal, a embarcação realizará atividades conjuntas com a Marinha brasileira, uma delas em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio.

“Nossas duas Marinhas têm uma forte ligação e um forte relacionamento, o que significa que nós temos trocas e treinamos juntos”, afirma o comandante Jocelyn Delrieu, que relembrou que as relações entre França e Brasil recentemente completaram 200 anos. “Nós estamos dando continuidade a um longo processo, com trocas de feedbacks entre os dois países. É um interesse em comum.”

O Dixmude, porta-helicópteros da Marinha Nacional Francesa. 23/04/2026
O Dixmude, porta-helicópteros da Marinha Nacional Francesa. 23/04/2026 (Paula Freitas/VEJA)

Até o momento, o porta-aviões já passou por sete países, como Egito e África do Sul. A bordo, estão 156 alunos, dos quais apenas 16 são estrangeiros, e mais de 800 militares. Não há brasileiros no grupo anfíbio liderado pelo Dixmude, que inclui 16 helicópteros, 80 veículos blindados, a fragata Aconit e o navio reabastecedor Jacques Stosskopft. Os cadetes passam cinco meses no navio, parte obrigatória da diplomação na Marinha. Após esse período, eles são designados para unidades das forças navais francesas.

Cadetes em cerimônia no Dixmude. 23/04/2026
Cadetes em cerimônia no Dixmude. 23/04/2026 (Paula Freitas/VEJA)
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Enquanto a reportagem estava a bordo, cinco helicópteros estavam alocados na embarcação — dois no deck de decolagem e três na parte de dentro. No total, o navio de 2010 tem capacidade de transportar até 15 helicópteros, tanto franceses quanto de aliados. Militares explicaram a VEJA que, entre eles, estava um utilizado para monitoramento e defesa, com uma arma capaz de disparar 15 munições por segundo na lateral. Os militares também contam com o apoio de dois drones.

Helicóptero equipado com arma capaz de disparar 15 munições por segundo. 23/04/2025
Helicóptero equipado com arma capaz de disparar 15 munições por segundo. 23/04/2025 (Paula Freitas/VEJA)
Drones e outros equipamentos de apoio do Dixmude. 23/04/2026
Drones e outros equipamentos de apoio do Dixmude. 23/04/2026 (Paula Freitas/VEJA)
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As aeronaves são controladas pela torre de aviação, onde um militar pode ficar responsável por coordenar até seis helicópteros ao mesmo tempo. VEJA visitou, ainda, o hangar onde ficam estacionados mais de dez veículos usados em operações terrestres. Trata-se de um amplo espaço, que também pode ser esvaziado e utilizado para evacuar pessoas de zonas de guerra. Por lá, fica uma quadra em que os cadetes e militares jogam de tudo, de badminton a vôlei. “Praticar esportes nos ajuda a manter a forma”, contou um deles.

Veículos terrestres a bordo do Dixmude. 23/04/2026
Veículos terrestres a bordo do Dixmude. 23/04/2026 (Paula Freitas/VEJA)

Há também uma academia à disposição, com aparelhos de musculação e esteira. No andar de baixo está a estrela da embarcação: o deck molhado. Em caso de operação anfíbia, que envolve mobilização naval, terrestre e aérea, o local é aberto e preenchido pela água do mar, permitindo que os veículos sejam lançados. A ideia é ensinar os cadetes a estarem preparados a todo momento, seja qual for o cenário.



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