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Polícia investiga ‘delivery’ de mulheres de Jeffrey Epstein ao ex-príncipe Andrew


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Em um sinal de expansão de sua “investigação sem precedentes” contra o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor sobre sua relação com o financista americano Jeffrey Epstein, que manteve por anos a fio uma rede de exploração sexual de meninas as quais oferecia ao famoso círculo de amigos, a polícia britânica pediu nesta sexta-feira, 22, que possíveis vítimas e testemunhas se apresentem caso tenham informações sobre má conduta sexual, corrupção e fraude envolvendo o irmão de rei Charles III.

Os agentes estão particularmente interessados no envio de mulheres para sua residência. Epstein, que foi encontrado morto na cadeia em 2019 após ser condenado, teria feito um “serviço de delivery” para o Royal Lodge, mansão onde o Sr. Windsor morava na época e de onde foi despejado neste ano. A prática teria acontecido no período em que ele ocupava o cargo público de enviado comercial do governo britânico.

A polícia já está avaliando a denúncia de uma mulher que afirma ter sido levada ao endereço em 2010 para fins sexuais, mas ainda não se trata de uma investigação criminal completa. A mulher mora nos Estados Unidos e detetives entraram em contato com ela por meio de seu advogado.

“Entramos em contato com o representante legal da mulher para confirmar que, caso ela deseje denunciar o ocorrido à polícia, o caso será levado a sério e tratado com cuidado, sensibilidade e respeito à sua privacidade e ao seu direito ao anonimato”, declarou Oliver Wright, chefe assistente da Polícia do Vale do Tâmisa. “Reconhecemos o quão difícil pode ser falar sobre experiências dessa natureza, e qualquer contato com a polícia será guiado por seus desejos, quando e se ela se sentir pronta e capaz de fazê-lo.”

Wright acrescentou que a polícia ouvirá e investigará “quando ela se sentir pronta e capaz de se apresentar e conversar conosco”.

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Má conduta em cargo público

O trabalho dos detetives faz parte da grande investigação sobre suposta má conduta do ex-príncipe enquanto representante do governo britânico, que está de olho inclusive na forma como Andrew conquistou o posto, pulando etapas do processo formal com a influência de sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II.

O Sr. Windsor, de 66 anos, foi preso e interrogado sob advertência criminal em fevereiro, quando também houve buscas no Royal Lodge e em sua residência atual, em Norfolk. As suspeitas são relacionadas ao seu papel como enviado comercial britânico, entre 2001 e 2011. Entre as acusações está o repasse de informações confidenciais a Epstein, detalhe exposto com a divulgação de documentos relacionados ao caso do financista que foram divulgados pelo Departamento de Justiça americano no início do ano.

O ex-príncipe negou todas as acusações.

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A apuração mergulha não só nas alegações de má conduta em cargo público (MIPO, na sigla em inglês) que são mais conhecidas, como corrupção: também estuda possíveis delitos sexuais praticados por ele.

“Nossa equipe de detetives altamente experientes está trabalhando meticulosamente com uma quantidade significativa de informações provenientes do público e de outras fontes. Estamos comprometidos em conduzir uma investigação completa, explorando todas as linhas de investigação plausíveis”, afirmou Wright nesta sexta. “Encorajamos qualquer pessoa com informações a entrar em contato conosco por meio de canais não urgentes, como o portal online da Polícia do Vale do Tâmisa. Esperamos que qualquer pessoa com informações relevantes se apresente quando estiver pronta para colaborar conosco”, completou.

Entende-se que informações já foram ou serão obtidas da Casa Real (a polícia já iniciou conversas preliminares com advogados do Serviço de Procuradoria da Coroa), e do governo britânico, em especial departamentos envolvidos na nomeação de Andrew como enviado comercial.

A investigação deve ser longa. Estima-se que um julgamento pode começar apenas em 2027, caso sejam encontradas provas suficientes para sustentar acusações criminais.



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