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Governo Trump abre processo contra ‘NYT’ por discriminação contra homem branco


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A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, na sigla em inglês), uma agência federal dos Estados Unidos que aplica leis contra intolerâncias no local de trabalho, abriu uma ação civil federal contra o jornal americano The New York Times, na terça-feira 5, alegando suposta discriminação contra um funcionário branco. De acordo com o órgão, o sujeito teria sido preterido para um cargo de editor adjunto na publicação devido a políticas de diversidade, em favor de uma mulher menos qualificada.

O processo foi apresentado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, e afirma que “metas declaradas de representação racial e de gênero” influenciaram a decisão de não dar prosseguimento à candidatura. Desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, a EEOC adotou uma postura antagônica a políticas de diversidade corporativa, levando a processos semelhantes contra uma suposta discriminação contra homens brancos.

A porta-voz do NYT, Danielle Rhoads Ha, afirmou que o processo tem “motivação política” e que a conduta da EEOC se desvia da norma padrão. Segundo ela, as práticas de contratação do jornal “são baseadas no mérito e focadas em recrutar e promover os melhores talentos do mundo”.

“Nem a raça nem o gênero influenciaram essa decisão — contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, disse Rhoads Ha.

Denúncia

A ação judicial é resultado de uma investigação deflagrada no ano passado, quando um funcionário do NYT apresentou uma queixa à comissão. O homem, que não foi identificado, atuava como editor no jornal desde 2014 e teria se candidatado ao cargo de editor adjunto de imóveis em 2025.

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Para embasar sua argumentação, a denúncia cita relatórios do jornal sobre diversidade e inclusão, com destaque para um “Chamado à Ação” de 2021, que definia como meta o aumento no número de funcionários negros e latinos. “Uma diminuição na porcentagem de funcionários brancos do sexo masculino era uma consequência necessária para que o NYT alcançasse esses resultados”, aponta o processo.

De acordo com a EEOC, o reclamante teria experiência anterior em reportagens sobre o mercado imobiliário, um requisito para a função. No entanto, uma mulher multirracial “sem experiência em jornalismo imobiliário” terminou sendo contratada, supostamente por corresponder “às características raciais e/ou de gênero que o NYT buscava aumentar em sua liderança”.

Em uma matéria publicada nesta quarta-feira, 6, o New York Times rejeitou as alegações de que o homem era mais qualificado do que a pessoa que recebeu o cargo. Citando uma fonte não nomeada do jornal, a reportagem afirma que a posição de editora adjunta de imóveis requisitava experiência em jornalismo de serviço — algo que a contratada possuía.



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