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O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira, 24, que prepara uma ampla operação militar “antiterrorista” na Cisjordânia ocupada após um episódio de violência na região de Tel, que matou dois israelenses e quatro palestinos.
“Após o ataque terrorista ocorrido hoje mais cedo na área de Tel, soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel) estão se preparando para uma ampla atividade operacional antiterrorista no setor”, informou o Exército.
Confronto
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), tropas foram deslocadas depois de relatos de um ataque contra civis israelenses que participavam de uma excursão nas proximidades do assentamento de Havat Gilad. Segundo os militares, os agressores tomaram a arma de um agente de segurança presente no local e, em seguida, abriram fogo.
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Os serviços de emergência israelenses informaram que um homem de aproximadamente 30 anos morreu perto do assentamento. Mais tarde, o Exército confirmou também a morte do comandante Yuval Ezra, de 27 anos, durante uma operação na área de Tel. As IDF afirmaram ainda ter matado o autor do ataque, recuperado a arma roubada e mantido buscas por possíveis cúmplices.
Em resposta ao episódio, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que o governo pretende acelerar a legalização de assentamentos agrícolas e criar novos na Cisjordânia.
Conflito de versões
Ambos os lados apresentaram versões conflitantes sobre as circunstâncias do confronto. Enquanto o Exército israelense sustenta que os disparos partiram dos responsáveis pelo ataque aos israelenses, o presidente do conselho local de Tel, Walid Zidan, afirmou à agência de notícias AFP que cerca de 20 colonos israelenses entraram na cidade antes do início dos confrontos. Segundo ele, soldados israelenses se uniram aos colonos e abriram fogo contra palestinos.
O Ministério da Saúde palestino informou que quatro moradores de Tel morreram e outras quatro pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave.
A Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, registra aumento da violência desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Atualmente, mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos no território, onde também residem cerca de 3 milhões de palestinos. Os assentamentos israelenses são considerados ilegais pelo direito internacional.
Em junho, a ONG Anistia Internacional publicou um relatório em que acusa Israel de fazer “limpeza étnica” no território palestino. As Nações Unidas também afirmaram no início do ano que o governo israelense instalou um “apartheid” na Cisjordânia.

