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Ataque israelense em pleno funeral em Gaza deixa ao menos oito mortos


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Um ataque aéreo israelense matou pelo menos oito ​palestinos e feriu outras duas dezenas que ​participavam de um funeral em Nuseirat, na região central da Faixa de Gaza, nesta sexta-feira, 17, de acordo com autoridades de saúde do enclave. Trata-se do maior número de vítimas em um único incidente nas últimas semanas.

O ataque atingiu o funeral de Abdul Taher Wahid, que foi morto em outro ataque israelense no início do dia, de acordo com jornalistas locais.

‘Massacre brutal’

O grupo palestino Hamas classificou o ataque em Nuseirat como ‌um “massacre brutal” contra os enlutados e instou os mediadores do conflito, bem como as Nações Unidas, a agirem para interromper as ofensivas israelenses em Gaza.

Já as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que o ataque teve como alvo uma célula da Jihad Islâmica Palestina no centro de Gaza. Os militares declararam estar “cientes das alegações de que várias pessoas ​não envolvidas foram feridas em decorrência do ataque”.

Outros três palestinos mortos em ataques aéreos israelenses separados em outras partes do enclave elevaram o número de mortos nesta sexta-feira para pelo menos 12, disseram os médicos locais.

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Ataques contínuos

Desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, Israel realizou centenas de ataques contra Gaza, restringiu severamente a entrada de ajuda humanitária e impediu qualquer iniciativa de reconstrução. Mais de 1.100 palestinos morreram em bombardeios desde então. Apenas nas últimas duas semanas, pelo menos 76 pessoas morreram em ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde local.

Em paralelo, o Exército israelense ampliou sua presença territorial e passou a controlar diretamente mais de 60% da faixa, apesar de sua retirada gradual estar prevista pelo acordo de trégua.

No mês passado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que a parcela de áreas ocupadas deveria subir para 70%, e o ministro da Defesa, Israel Katz, reiterou mais de uma vez que as forças do país permaneceriam no que chama de “zonas de segurança” em Gaza, bem como na Síria e no Líbano, por tempo indeterminado.



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