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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou suas ameaças contra o Irã nesta quarta-feira, 15, voltando a afirmar, como havia feito no início da guerra, que as forças americanas estão preparadas para destruir “todas as usinas e pontes” da república islâmica caso as negociações não sejam retomadas.
Em entrevista à emissora conservadora Fox News, o líder republicano prometeu que a intensidade dos bombardeios continuaria aumentando até que um acordo fosse alcançado. “Vamos destruir todas as usinas de energia deles”, disse. “Vamos destruir todas as pontes deles, a menos que venham à mesa de negociações.”
Nesta manhã, o Exército dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques, depois que Washington restabeleceu seu bloqueio aos portos iranianos no contexto da retomada do conflito.
As forças americanas “começaram a lançar uma onda de ataques… concebidos para enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas utilizam para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, afirmou o Centcom, comando militar responsável pelo Oriente Médio, no X (ex-Twitter).
O controle do estreito está no centro da retomada das hostilidades. Ataques iranianos contra cargueiros e petroleiros que usam a chamada rota de Omã, sobre a qual têm menos influência, motivaram represálias dos Estados Unidos que, por sua vez, foram respondidas com disparos de mísseis contra bases americanas na região. As tensões aumentaram depois que Trump anunciou que Washington passaria a controlar a nevrálgica rota marítima — e seria pago por isso. No entanto, após uma reação negativa dos mercados, ele voltou atrás e desistiu da taxa de 20% sobre a carga das embarcações que cruzassem o estreito.
Ataque e contra-ataque
De acordo com autoridades iranianas, a cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã — onde fica a única usina nuclear civil do país —, foi atingida pelo segundo dia consecutivo. “Dando continuidade à brutalidade do inimigo americano, três pontos na cidade de Bushehr foram atacados hoje”, disse Mohammad Mozaffari, governador de Bushehr, conforme citado pela agência de notícias estatal IRNA.
Em paralelo, a mídia estatal reportou ainda que sete pessoas morreram e várias ficaram feridas em ataques dos Estados Unidos contra uma base militar iraniana em Bampur, no sudeste do país. O Exército do país, segundo a agência estatal Tasnim, prometeu uma “resposta decisiva”.
O Irã já reagiu aos ataques desta quarta visando aliados americanos, incluindo Bahrein, Kuwait e Jordânia. A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do país, afirmou ter atacado instalações — centros de comando e controle, logística, combustível e equipamentos militares — pertencentes à Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein. O exército da Jordânia informou, nesta manhã, que suas defesas aéreas interceptaram e derrubaram três mísseis balísticos em seu espaço aéreo.
De acordo com o porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, a retomada dos bombardeios americanos deixou ao menos 30 mortos desde a semana passada e mais de 260 feridos, seis dos quais eram crianças.

