O governo não conseguiu esboçar qualquer reação nas 24 horas que se seguiram à rejeição de Jorge Messias ao Supremo pelo Senado.
Além disso, assistiu passivamente ao Congresso impor mais uma derrota a Lula ao derrubar os vetos ao projeto da dosimetria.
A variedade de opções que estão sendo colocadas na mesa do presidente evidencia a disfuncionalidade de sua gestão.
Uma ala defende dobrar a aposta e indicar ao Supremo um nome cuja rejeição constrangeria o parlamento, como uma mulher negra.
Outra ala vislumbra uma guinada ainda mais forte à esquerda, radicalizando a agenda por meio de um confronto aberto com Congresso “inimigo do povo”.
E há quem deseje algum tipo de composição com seus algozes, salvando o que resta de governo Lula 3 de olho em uma estabilidade política de um eventual governo Lula 4.
Ainda não há pistas de qual caminho o governo seguirá, mas as opções estão claras: continuar errando ou tentar não errar mais.

