
O Serviço de Proteção em Mídias Sociais (SMPS) da Fifa, a principal entidade do futebol, revelou nesta quarta-feira, 1º, que ao menos 89.000 publicações injuriosas foram feitas durante a fase de grupos da Copa do Mundo, que começou em 11 de junho. Dessas postagens, 11% eram de caráter racista.
“As ofensas racistas estão em crescimento e se tornaram uma ameaça persistente ao bem-estar dos jogadores”, denunciou o SMPS. Ao todo, mais de 6 milhões de publicações e comentários online foram analisados.
Após 72 das 104 partidas previstas em estádios americanos, a Fifa já registrou “13 vezes mais” publicações injuriosas do que durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2022 no Catar (89.000 contra 6.700), na qual, no entanto, havia apenas 32 seleções em disputa, frente às 48 deste ano.
Pouco antes da partidas do Brasil contra o Japão, publicações nas redes sociais comparavam a imagem do atacante Vinicius Jr., conhecido por sua luta contra o racismo, a um macaco. Antes do mesmo jogo, o atacante japonês Kento Shiogai também sofreu ataques racistas, depois de dizer que a seleção brasileira já não é mais a mesma de antigamente.
O fenômeno do ódio online continuou no início da fase eliminatória: na segunda-feira, os holandeses Crysencio Summerville, Justin Kluivert e Quinten Timber foram alvo de insultos racistas nas redes sociais após perderem suas cobranças de pênalti na derrota da Holanda para o Marrocos nos 16 avos de final do Mundial, segundo a federação holandesa.

