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Datas: Alan Greenspan e Clive Davis


Entre 1987 e 2006, Alan Greenspan moldou as finanças globais, servindo sob quatro presidentes dos Estados Unidos. Sua gestão do Fed, o Banco Central americano, foi marcada por conquistas cruciais, guiando o país por uma das mais longas expansões econômicas de sua história, com forte crescimento e baixa inflação. Pragmático, ele foi importante para evitar o colapso do mercado após o dramático crash da Bolsa de Nova York em 1987, injetando rapidamente liquidez e restaurando a confiança dos investidores. Nos anos 1990, sua habilidade em equilibrar taxas de juros com ganhos de produtividade impulsionou a era da chamada Grande Moderação.

Entretanto, seu legado acabou manchado por políticas de extrema desregulamentação financeira. Críticos o apontam diretamente como o principal responsável por inflar a bolha imobiliária que culminou na devastadora crise financeira global de 2008. Sua aversão à regulamentação e a firme crença na capacidade dos mercados criaram um ambiente propício ao alto risco e à intensa especulação. Mais tarde, ele mesmo admitiu publicamente ter errado ao depositar confiança inabalável na autorregulação dos grandes bancos. Greenspan morreu na segunda-feira 22, aos 100 anos, em Washington, de complicações da doença de Parkinson.

Ouvido de ouro

FARO - Davis: carreira se confunde com a história da música pop
FARO - Davis: carreira se confunde com a história da música pop (Bruce Glikas/WireImage/Getty Images)

Clive Davis, conhecido como “o homem do ouvido de ouro”, moldou seis décadas da música popular americana. Como executivo da Columbia Records e fundador da Arista Records, assinou contratos com Janis Joplin, Bruce Springsteen, Carlos Santana e Aretha Franklin, descobriu Whitney Houston aos 19 anos e lançou a carreira de Alicia Keys. Dizia-se dele que não avaliava apenas o potencial comercial, mas também a capacidade magnética dos artistas de criarem momentos inesquecíveis ao vivo. Vencedor de quatro Grammys e membro do Rock and Roll Hall of Fame desde 2000, fundou ainda o Clive Davis Institute of Recorded Music, na Universidade de Nova York. Seu legado transcende gerações e diferentes gêneros musicais, consolidando-o como o executivo que moldou a trilha sonora de inúmeras vidas. Morreu na segunda-feira 22 em sua casa em Nova York, aos 94 anos, por complicações respiratórias ligadas à idade.

Publicado em VEJA de 26 de junho de 2026, edição nº 3001



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