A Seape (Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal) respondeu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e negou a acusação de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que relatou ter sido pressionado por policiais penais para fazer uma delação premiada.
No ofício sob sigilo, assinado pelo secretário Wenderson Teles, o órgão informa que foi encontrado um material não autorizado na cela de Antunes e que ele vai ser ouvido em um inquérito disciplinar. O material não foi detalhado.
A resposta da pasta responsável pelo Complexo da Papuda vem após o ministro André Mendonça fixar prazo de 48 horas para que a Seape explicasse a denúncia apresentada por Antunes.
Segundo uma petição apresentada por sua defesa ao gabinete do ministro, o “Careca do INSS” afirmou ter sido retirado da cela na semana passada e questionado por agentes penitenciários sobre a negativa em fechar um acordo de colaboração.
A defesa disse também que mais de dez perguntas foram feitas ao cliente sem a presença de advogados e que insistiram no quesito delação premiada por cerca de uma hora.
Preso desde o fim do ano passado, o “Careca do INSS” é apontado pela PF (Polícia Federal) como personagem central do esquema de fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Atualmente, não há nenhum acordo de delação em negociação por parte de Antunes, diferentemente do empresário Maurício Camisotti, preso na mesma operação e que está construindo, junto a seus advogados, um novo acordo após uma primeira negativa do Supremo.

