InícioBrasilDefesa de ex-presidente do BRB alega "surpresa" após PGR rejeitar delação

Defesa de ex-presidente do BRB alega “surpresa” após PGR rejeitar delação


A defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou nesta quinta-feira (25) que recebeu “com surpresa” a notícia de que a proposta de delação premiada foi rejeitada pela PGR (Procuradoria Geral da República).

“A defesa de Paulo Henrique Costa recebe com surpresa a rejeição da PGR. Paulo nunca foi ouvido: nem no inquérito (salvo por uma acareação sem interrogatório prévio), nem pela PGR, como conviria em caso de candidato à colaboração; nem solto, nem depois de preso. Assim, não se pode compreender a afirmação de que não admitiria responsabilidade nos fatos em apuração. Tão logo tenha acesso aos fundamentos da rejeição, a defesa poderá se manifestar com maior clareza”, diz a nota divulgada.

A rejeição de uma proposta de delação sinaliza que a defesa ofereceu informações já conhecidas pelos investigadores ou simplesmente divulgou o conteúdo de maneira seletiva.

Envolvido nas mesmas investigações e preso pela mesma operação Carbono Oculto, Daniel Vorcaro – ex-presidente do Banco Master – também já teve duas propostas de delação rejeitadas tanto pela PGR, quanto pela PF (Polícia Federal).

Na semana passada, segundo interlocutores, o advogado do ex-presidente do Banco de Brasília entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal, pedindo que a Corte conceda liberdade provisória a ele.

Dentro do Supremo, a possibilidade de soltura não é descartada, já que o entendimento é que Paulo Henrique Costa não estaria atrapalhando as investigações.

Paulo Henrique está preso desde 16 de abril por decisão do relator, ministro André Mendonça, que foi confirmada pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é acusado de negociar o recebimento de R$ 140 milhões em imóveis de luxo como forma de propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB.

O Banco de Brasília vive sérias dificuldades financeiras decorrentes da negociação do Master e ainda não apresentou o balanço financeiro da instituição, que deveria ter sido apresentado em 31 de março.

Após ser detido, Paulo Henrique foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde fica em um espaço maior e mais confortável, o que foi interpretado à época como indicativo de avanço no processo de negociação por delação premiada.



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