Antes de dar aval à candidatura própria, Lula flertou com o apoio a outras candidaturas, como a do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato da sigla ao Palácio Tiradentes. A ideia, no entanto, enfrentou resistência dentro do PT mineiro em razão do histórico do emedebista. Azevedo iniciou a militância política no PSDB, quando os tucanos tinham Aécio Neves (PSDB) como principal liderança em Minas Gerais, e foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também houve uma tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.
A principal cotada para disputar o governo de Minas pelo PT é a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos. A petista, no entanto, resiste à ideia e inclusive vinha defendendo que o melhor caminho para o partido seria apoiar uma chapa encabeçada por outra legenda.
Na semana passada, Marília não participou de dois eventos de Lula, realizados Belo Horizonte (MG) e Divinópolis (MG). A ausência foi interpretada como um gesto de que ela está incomodada com a movimentação para ser candidata a governadora. Marília justificou que está focada na pré-campanha ao Senado e cumpria agenda em outra região de Minas.

