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Uma série de ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) resultou na morte de três pessoas no sul do Líbano nesta quinta-feira, 18. Informações divulgadas pela Agência Nacional de Notícias (NNA) libanesa apontam incursões de drones em duas cidades da região, mesmo após a assinatura do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã determinar a interrupção das ações de Tel Aviv.
De acordo com a NNA, duas pessoas morreram após um drone destruir um carro na cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh. A região foi palco de outros ataques ao longo desta quinta, com uma ofensiva separada resultando na morte de uma pessoa na cidade de Zebdin. Também houve ataques no distrito de Bint Jbeil, próximo à fronteira israelense, com duas pessoas ficando feridas após um bombardeio na cidade de Beit Yahoun.
Embora Washington tenha anunciado recentemente a assinatura de um aguardado acordo de paz com Teerã, que interrompe todas as operações militares no Oriente Médio, incluindo as em curso no Líbano, Tel Aviv parece não se importar com o tratado firmado por seu principal aliado. Mais cedo nesta quinta, as IDF divulgaram um mapa mostrando a posição atual de suas tropas do sul libanês e afirmaram que seus soldados “estão estacionados na área designada de operações e continuarão a remover ameaças”.
Potencial para melar acordo?
Um alto funcionário do governo de Israel, ouvido pela agência de notícias Reuters, afirmou que Tel Aviv não tem intenção de recuar sua posição no Líbano, e que conversas “teimosas” estão ocorrendo entre Tel Aviv e Washington. A atual campanha militar teve início em março, após a milícia libanesa Hezbollah promover ataques contra o território israelense em retaliação a bombardeios promovidos no Irã.
A atual conjuntura aumenta a pressão sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, uma vez que a continuidade das operações resultaria em uma deterioração de sua relação com o presidente americano Donald Trump, um de seus principais aliados. Na terça-feira, 16, o republicano chegou a criticar publicamente as ações militares de Israel no Líbano, afirmando que “não é necessário demolir um prédio de apartamentos toda vez que estiver procurando por alguém”.
Por outro lado, aliados de Netanyahu têm insistido por uma postura mais dura na relação com os Estados Unidos e insistem na manutenção da operação no Líbano. “O primeiro-ministro Netanyahu precisa dizer a Trump ‘chega’”, afirmou o deputado Moshe Saada, do Likud. “Estou obrigado a defender os israelenses, e retirar-me do Líbano agora representa uma ameaça existencial para Israel. O dever exige que ataquemos o Líbano em todos os lugares, 24 horas por dia, com máxima força e sem proporcionalidade”, completou o parlamentar.

