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O ministro da Defesa do Líbano, Michel Menassa, afirmou nesta segunda-feira, 8, que Israel realizou quase 3.500 ataques aéreos e centenas de explosões controladas no território libanês desde o início do cessar-fogo em vigor entre os países.
Segundo o ministro, entre 17 de abril e 7 de junho, as forças israelenses realizaram 3.491 bombardeios, 407 explosões controladas e seis operações de demolição em áreas do sul do país, deixando algumas aldeias próximas à fronteira com Israel completamente destruídas.
Embora a trégua tenha reduzido significativamente os ataques contra Beirute, capital do Líbano, os confrontos não cessaram no sul do Líbano, onde bombardeios israelenses são frequentes.
Intensificação dos bombardeios
Os números foram divulgados por Menassa após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmar que a ofensiva militar no Líbano será intensificada. O anúncio ocorre poucas horas após o Irã suspender os ataques a Israel, embora tenha alertado que “medidas muito mais severas e repressivas” seriam tomadas “caso as agressões e os males persistam, inclusive no sul do Líbano”.
“As Forças de Defesa de Israel continuarão a operar no Líbano contra a organização terrorista Hezbollah”, disse Katz em comunicado, adiantando que o distrito de Dahiyeh, em Beirute, será bombardeado em retaliação aos ataques da milícia contra o norte de Israel.
A ordem contraria o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou ainda na semana passada uma operação israelense contra Beirute. Mais cedo, o republicano instou os lados do conflito a “pararem imediatamente com os ‘tiroteios’”.
A troca de ataques foi desencadeada por uma ofensiva israelense contra Beirute. A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, bombardeou uma instalação similar em Haifa e disse ter alvejado a base aérea de Ramat David, no Vale de Jezreel. Em resposta, Israel lançou mísseis contra Teerã, Tabriz e Isfahan, além de ter atingido uma petroquímica em Bandar-e Mahshahr.
O Irã coloca o fim da guerra em todas as frentes na região — o que inclui o Líbano, alvo de uma ofensiva israelense contra o Hezbollah — como uma das principais demandas para um acordo com os Estados Unidos. O posicionamento é criticado pelo primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, que condena o uso do país como uma “moeda de troca” nas tratativas.
O Líbano foi arrastado para a guerra que abala o Oriente Médio, virando uma de suas múltiplas frentes, depois de o Hezbollah abrir fogo contra Israel em 2 de março numa retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.

